quinta-feira, 23 de agosto de 2007

Metrô paulistano parou quatro vezes em um ano devido às greves no setor público

Pra vcs ficarem por dentro!!!

Em um ano, os metroviários de São Paulo, fizeram quatro greves. A primeira aconteceu em agosto de 2006, onde protestou contra a concessão de uma nova linha à iniciativa privada. Em abril o sindicato da categoria filiado à CUT, decidiu parar o metrô como uma forma de pressionar o Congresso contra uma mudança na legislação trabalhista. Em junho, os metroviários já com um melhor salário, ficaram 13 horas sem trabalhar.

Nesse mês mais uma greve, de prazo indeterminado. Os metroviários pedem uma fatia maior na participação dos resultados e a antecipação do pagamento. Mas, o governo diz que, na verdade, o sindicato da categoria pressiona contra uma licitação para a compra de 17 novos trens que podem funcionar sem operadores. Os funcionários pararam de trabalhar e o governo ameaçou com cortes de salários e demissões, mas nada adiantou. Durante as paralisações pessoas ficaram feridas nos tumultos contidos pela polícia, além de terem que buscar outras alternativas para chegar ao destino desejado. A volta ao trabalho se deu através de um acordo com a justiça, mas ningém saiu punido. Isso cria uma situação absurda em que cada um faz o que quer e ninguém impõe limites. Até o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, líder das maiores greves dos anos 80, reclamou de abusos cometidos pelos servidores públicos em paralisações. Segundo ele, "O que não é possível, e nenhum brasileiropode aceitar, é alguém fazer 90 dias de greve e receber os dias parados, porque aí deixa de ser greve e passa a ser férias". O governo federal enviou um projeto de lei para o Congresso estipulando cortes de salários pelo número de dias parados e um mínimo de 40% de funcionários trabalhando em serviços essenciais.











Fonte: Revista época de 6 de agosto de 2007

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